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| Devastação da Mata Atlântica |
A Mata Atlântica, quanto a vegetação, era a floresta tropical de maior biodiversidade do planeta. Possuía uma área de 1.300.000 Km², o que corresponde a 15% do território brasileiro. Englobava 17 estados brasileiros, desde o Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, chegando até a Argentina e ao Paraguai. Sua distribuição incluía faixas litorâneas, florestas de baixada, matas interioranas e campos de altitude. É nessa região que mora a maior parte da população brasileira, 62% e a ação humana dessa área super povoada provocou um dos maiores desastres ambientais do Brasil e do mundo: a devastação de 93% da mata atlântica, que praticamente desapareceu.
Sua destruição começou em meados do século XIX, com as grandes plantações de café na região sudeste, e se agravou no século seguinte com a poluição, do crescimento desordenado das cidades, das queimadas para obtenção de pasto e para a agricultura, entre outros fatores. Os 7% remanescentes foram preservados graças a presença da Serra do Mar, que funciona como um obstáculo natural para a interferência humana.
A proteção do que restou da mata é vital para a sobrevivência do grande número de pessoas que vivem na região. Cerca de sete das nove maiores bacias hidrográficas brasileiras estão localizadas na área, o que torna ainda mais urgente a necessidade de que a Mata Atlântica sobreviva. Se ela desaparecer totalmente, a qualidade e quantidade de água serão afetadas, faltando até para necessidades mais básicas e paralisando a agricultura, a pecuária, a pesca, a industria, enfim, toda a economia brasileira.
É na mata atlântica que se encontra grande parte dos animais ameaçados de extinção, como a onça pintada e várias espécies de mico leão, por exemplo.
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| Onça pintada - ameaçada de extinção |
Atualmente, é o bioma mais preservado no Brasil. E tem até uma data especial - 27 de maio foi intitulado o dia da mata Atlântica. No entanto, ela ainda não está livre da devastação. Relatório divulgado pelo INPE (instituto nacional de pesquisas espaciais) e pela SOS Mata Atlântica, organização que luta pela preservação dessa floresta, aponta que, no período de 2000 a 2005, o desmatamento caiu 69%, mas, nos dois anos seguintes (2006 e 2007), o ritmo de degradação voltou a subir.
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