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Nos primeiros anos do novo governo, os militares aprovaram o estatuto da terra (Lei N.º 4504), o primeiro documento oficial abordando a reforma agraria no Brasil, que estabelece que o Estado tem a obrigação de garantir o acesso a terras de quem nela vive e trabalha. Três institutos foram criados para tratar a questão no país: IBRA (instituto brasileiro de reforma agrária), o INDA (instituto nacional de desenvolvimento agrário) e o INCRA (instituto nacional de colonização e reforma agrária).
No entanto, no período militar a concentração de terras só aumentou. Algumas políticas de colonização foram implantadas, mas com resultados equivocados e inexpressivos, que agravaram ainda mais o problema da falta de terras. Além disso, com a política desenvolvimentista dos militares e o "milagre econômico", a cultura de exportação, sobretudo da soja, passou a ser incentivada. Para aumentar a produtividade e "desenvolver" a atividade agrícola, a mecanização foi tomando conta de diversos trabalhadores que, sem saída, venderam suas terras por um preço irrisório e migraram para as cidades. Assim, o número de latifúndios só aumentou nos 21 anos em que a ditadura esteve no poder.
No começo dos anos 80, incentivados pelas lutas em favor da democracia, os movimentos sociais em favor da Reforma Agrária ganham importância e conflitos eclodem no Norte do país por causa de terras ocupadas irregularmente. O governo, mais uma vez, age com políticas ineficazes (sem novidades) para resolver o problema.
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